EU JÁ ME APAIXONEI NO TREM ... E NÃO FOI UMA VEZ SÓ

By Aline Silveira - Cupido Brega - 11:39:00


Eu (e creio que não sou a única), não consigo acreditar que o primeiro pensamento de alguém solteiro e a procura de outra pessoa para algo a mais do que pegação, seja frequentar um ambiente de festa/balada.


Mas talvez o meu clube fique menor se nos separarmos daqueles que não tem problemas em ter ‘’relacionamentos’’ superficiais de vez em quando. Não me refiro a ser algo casual ou sem compromisso, mas sim quando a pessoa em questão não se importa com o fato de não saber absolutamente nada da outra.

Não que eu precise do CPF, signo lunar e o histórico de consultas com o dentista. Mas eu preciso saber da essência da pessoa. Em festas eu costumo dizer que me sinto no Globo Repórter, assistindo ao ritual de acasalamento do bicho homem. 

Roupas, fotos, poses para impressionar. Mesmo que você me diga que não faz parte do clubinho da ostentação e que vai o mais você mesmo para a balada, eu lhe digo, não, você não vai. 

Você não escolhe a primeira camisa que vê pela frente (tipo o que faz quando se veste pela manhã na segunda e com sono), você faz uma chapinha para disfarçar a raiz do cabelo sem progressiva, você depende do copo na mão que lhe dá segurança, principalmente quando seus amigos lhe deixam sozinho. É tudo um grande jogo.

Mas quando se está na rotina do dia a dia, quando se acorda atrasado e com 50 páginas de um polígrafo pra ler, as pessoas são mais elas mesmas. Costumam se render para o conforto e as que não se rendem, bom, essas a gente já pode saber um pouco a respeito delas também. 

É muito mais fácil ter uma impressão real de alguém de quem se consegue observar a rotina, os momentos em que ele ou ela não está pensando em impressionar e sim simplesmente viver as coisas banais do seu dia. 


Nada como observar alguém que está lendo um ótimo livro e está esboçando suas impressões sem se preocupar com julgamentos ao redor. Afinal de contas, quem estaria reparando em alguém ali no cantinho do vagão, vestindo moletom e que acordou com uma enorme espinha na testa, não é mesmo?

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