ELA TRAIU E NÃO FOI COM O CORAÇÃO

By Aline Silveira - Cupido Brega - 21:59:00


Ela tinha 16 anos, tinha tido um namorado antes dele, mas não considerava que tivesse sido um relacionamento sério. Esse cara era diferente, ele era amigo, inteligente, uma boa companhia para os dias de chuva. Com certeza ele era o escolhido para ficar marcado, pra ser sempre mencionado no futuro, quando alguém perguntasse ''quem foi o primeiro?''

Mas ela tinha um problema, outro alguém que despertava sensações ótimas apenas com um simples olhar, esse outro cara, o problema, já a balançava durante aquele primeiro namoro e por aquele primeiro ser tão morno, essa sensação tão quente não saia de sua cabeça.

Esse cara sempre sabia o que dizer, usava das falhas do antigo namorado para fazer sempre as coisas certas. Em toda chance que tinha a despia com os olhos, sorria e sempre dava um jeito de tocar a sua pele. Uma vez até, teve a ousadia de bater na sua janela de madrugada enquanto estava bêbado. Ele provocou como sempre fazia, mas ela juntou tudo que tinha de forças e por um detalhe conseguiu resistir. Ele, um sagitariano, um prato cheio pra ela que sempre adorou signos.

Ela sabia que seu novo namorado era o cara certo, mas não conseguia ser indiferente ao errado. E na sua idade, com tão poucas experiências vividas, como saber se realmente isso estava errado?

Então um dia ela resolveu tentar, quis saber o que podia acontecer. Arrumou um pretexto e conseguiu trazer o outro rapaz para sua casa. Mesmo havendo outras pessoas, ele sabia bem para o que estava ali e não esperou nem um minuto pra começar.

Tem pessoas que provavelmente nunca tiveram um sexo que possa ser chamado de selvagem, pois esses dois nem sexo fizeram e o termo selvagem é monótono perto do que aconteceu. Cama, escrivaninha, qualquer quanto em que coubessem dois corpos. Aquele cara alto a prensava na parede que seus pés nem encostavam ao chão. Ela nunca tinha deixado tantas marcas em alguém como nesse dia, talvez até hoje não tenha feito novamente.

Mas de repente um súbito de consciência dela, enquanto ele se preparava para concretizar o que havia vindo fazer. Ela lembrou que se fizesse, esse cara seria o primeiro, um cara que quando conversavam, só conseguiam flertar ou ser ríspidos um com outro, dependendo se estavam a sós ou não. Alguém que ela sabia por comentários, que já tinha falado coisas bem desagradáveis a seu respeito. Isso não podia continuar! Mais do que depressa, assim que se deu conta ela tentou parar o rapaz. Claro, ele não entendeu e insistiu. Ela tentou sair, mas ele a prendeu e continuava sem entender. Até que ela disse de uma vez, pra que ele pudesse entender e se incomodar a ponto de ter vontade de se afastar... ‘’Meu namorado é melhor que você, eu não posso fazer isso!’’

Não era hipocrisia, ela não se considerava melhor que ele. Ela tinha consciência de que estava fazendo algo ruim a uma pessoa boa e parou antes que não sobrasse nada a ser consertado. Ela aprendeu algumas lições naquele dia, algumas talvez que só conseguiu enxergar anos depois. Uma delas é que mulheres também tem instinto.

O que quebra aquela história de que só os homens traem por sexo e mulheres só traem quando as coisas não vão bem no relacionamento pois estão a procura de amor. O que nos ajuda a nos igualar por um lado e que nos desprotege de justificativas prontas por outro.

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