O SÓSIA & SOBRE APRENDER COM A VIDA

By Aline Silveira - Cupido Brega - 01:58:00

Eu tinha por volta de 17, 18 anos quando fui a um parque de diversões, não era a primeira vez, mas talvez a primeira apenas com amigos. Enquanto eu me distraia com algo, um rapaz chegou para conversar com um dos meninos do grupo que estava comigo. Lembro-me de olhar pra trás enquanto deitava a cabeça no ombro de alguém, e no mesmo instante levantar e me virar totalmente para onde o cara se encontrava. Foi uma reação automática, eu estava diante de alguém idêntico a um dos meus maiores Ídolos musicais! Sabe aquele tipo de Ídolo que você tem milhões de fotos, usa o sobrenome dele para o nome de usuário em redes sociais ou e-mail e tem certeza que se o conhecesse, você casaria com ele? Era desse tipo... 

Eu devo ter sido bem fiasquenta depois que consegui falar algo e naquela altura ele já tinha saído de perto. Então o menino que estava falando com ele, que hoje posso dizer que não dá pra chamar de amigo, perguntou se queria que ele fosse falar com o rapaz e fazer aquela pergunta adolescente sobre ficar com ele.

Pois bem, ele foi, e voltou com um grande não! 

Eu apenas fiquei observando, não consegui tirar os olhos do rapaz o tempo todo, só de longe nas horas seguintes. Porém, posso dizer que sobre essa noite a história já está encerrada. 

Mas aconteceu que, depois desse dia, todas as vezes que fui a um lugar com parque de diversões, lá estava o tal rapaz sósia do meu ídolo. 

Vamos dar um nome a ele, Clone, pra não usar o nome real e porque ele parecia demais com o Ryan Ross ex Panic at The Disco … 

Que, aliás, é pertinente lembrar que muito combina com o ambiente de parque de diversões. 

Durante o aniversário da minha cidade, onde sempre tem, adivinha o que? É claro, um Park, como de costume adivinha quem estava lá? 

Eu estava de ‘’vela’’ com alguns amigos e então aproveitei para circular, e quem sabe me aproximar do moço. O encontrei naqueles jogos onde você tem que acertar alguma coisa em algum lugar e comecei a observar ele. Logo fui percebida. Então ele terminou o jogo e se afastou da aglomeração de pessoas, sentando sozinho em um muro quebrado. Fiz a volta e cheguei por trás perguntando se podia me sentar, autorização dada, começamos a conversar... 

Resumindo pra você, a partir daí passamos a noite caminhando juntos e na despedida já ficou um convite para o dia seguinte. Eu também pude esclarecer algumas coisas sobre o dia em que o conheci. Soube que eu nunca levei o tal fora, e pode acreditar, eu sei que posso confiar na palavra dele, ou ao menos, muito mais do que na palavra do menino que foi perguntar. 

Fico pensando que essa história só se estendeu por mais ou menos uns dois anos, porque provavelmente alguém me fez de boba. Mas ao menos isso serviu para eu aprender uma lição, só me incomoda que no processo posso ter magoado alguém legal. 

Não sei dizer pra você porque eu aceitei ver o clone de novo, eu não senti nada por ele! Apesar de ser muito legal, não despertou nada além de simpatia e era visível pela forma que me aproximei, que ele achava que eu tinha algum interesse. 

Na verdade eu tinha, ele se parecia com alguém que eu desejava! E depois de conseguir me aproximar, eu não achei que deveria desistir antes de ir um pouco mais adiante. 

Eu só senti que estava fazendo uma gigantesca idiotice quando, ao final do nosso oficialmente primeiro encontro, ele lança um ‘’estou começando a acreditar em amor à primeira vista’’!!! 

Eu devo ter ficado de todas as cores do arco-íris nessa hora, ele era um rapazinho tímido, não é do tipo que deve dizer isso a qualquer uma por considerar uma tática de sedução. Eu estava diante de alguém que estava interessado de verdade em mim, enquanto eu só estava com ele por causa de outra pessoa. Já dava pra ver que sair disso sem magoar o cara ia ser difícil, mas como fazer da menos pior forma possível? 

Demorou um pouco, eu não sabia como dizer que ele como pessoa não tinha nada a ver comigo, que eu não sentia nada, e àquela altura nem a semelhança com o Ryan eu enxergava mais. Único jeito que encontrei foi mostrando pra ele que eu não era digna do pedestal onde ele tinha me colocado. 

Falei o que devia e o que não era muito legal de contar, mas achei que se ele ficasse com nojo da minha cara seria mais fácil pra se afastar. 

Até porque os simples sinais que eu tentei dar, nunca tinham causado efeito nenhum. Ele botava fotos minha no MSN e eu surtava, não queria que outras pessoas me ligassem a ele. Mas o Clone achava que eu era tímida, que estava tentando ir devagar. Mas eu simplesmente estava repelindo ele e me sentindo uma Fdp por isso. 

Desde então eu sempre reflito em como é errado a gente querer alguém só pelo superficial. Eu estava meio que obcecada, primeiramente pelo famoso e depois depositando todas as expectativas no Clone. No meu caso, pela pessoa famosa eu nutria muita admiração, não chegava a ser doentio, mas sei de muita gente que age assim. Mas quando tive a oportunidade de ter uma pessoa com aquele rosto, eu automaticamente quis que ele fosse aquele Ryan que eu imaginava e admirava, sem nem mesmo saber nada sobre a vida desse cara. 

Eu não mantive muito contato com ele, acho que por um tempo ele não queria nem me ver. Mas depois passou a acenar e sorrir sempre quando me via e até tentou alguma conversa em redes sociais. Eu optei por não responder, algumas vezes eu respondi, mas sempre com dúvidas do que era o melhor a fazer. Ele pode nem lembrar direito dessa época, mas eu ainda lembro bem dos olhos de decepção dele, enquanto atravessava a rua, mudo, e me deixava sozinha parada no meio da rua.

  • Share:

VOCÊ PODE GOSTAR TAMBÉM

1 comentários

  1. Ai sem dúvida não podemos levar só o físico. Já tentei ter algo com um cara por ser bonito, e ele abri a a boca me irritav a uiahiaueh, obviamente, não deu certo.

    Beijos, Love is Colorful

    ResponderExcluir